Com o objetivo de privilegiar e ajudar na conservação das espécies que habitam ou habitaram o território português, o Parque Biológico é a maior amostra da fauna selvagem de Portugal. Situado na encosta da Serra da Lousã, ocupa uma área de 33 000 m2 de Reserva Ecológica Nacional.

Ao longo do passeio pelos caminhos do Parque Biológico irão encontrar várias espécies de fauna e flora. No caso da fauna, poderão ser observadas várias espécies de aves de rapina (águias, corujas, entre outras), ursos pardos (atualmente extintos em Portugal), linces, lobos, raposas, javalis, mas também vários herbívoros como gamos, veados, corços, cabras entre muitos outros animais. Ao longo do percurso poderão ser descansar à sombra de castanheiros, carvalhos, medronheiros entre outras espécies de flora existentes nas nossas matas e florestas.

O Parque Biológico da Serra da Lousã visa promover a biofilia e sensibilizar os seus visitantes, desde a comunidade escolar ao público em geral, para a biodiversidade existente no nosso país e para os fatores que ameaçam a sua sobrevivência.

Para todos os animais residentes no Parque Biológico é criado pelos técnicos um habitat com todas as características e estímulos essenciais para proporcionar bem-estar físico e emocional, satisfazendo os seus gostos e necessidades. De modo a melhorar cada vez mais a qualidade de vida destas espécies, o Parque Biológico tem diversas parcerias com entidades, universidades e politécnicos.

Aviso: Os animais e as plantas nascem, crescem e morrem. As espécies e o número de animais presentes podem variar ao longo do ano.

Informação extra

Há cada vez mais pessoas interessadas na natureza, em caminhar e fruir dos nossos espaços naturais. Incentivamos todos a visitar a natureza da região e as nossas serranias. Muitos gostam de observar a vida selvagem, mamíferos, aves, répteis, anfíbios… Nas visitas à Serra da Lousã, a pé ou num veículo, podem-se detetar muitos vestígios da vida selvagem e com alguma paciência pode-se mesmo enxergar alguns exemplares da fauna selvagem. No Parque Biológico da Serra da Lousã há a certeza de o visitante poder observar com alguma proximidade esses animais, que embora em cativeiro, estão integrados num ambiente de floresta.

Nr. registo Parque Zoológico: PT 01 028 ZO | RNAAT - Registo de Animação Turística nº 633/201

Fauna

Mamíferos | Aves | Reptilários
  • Cabra Anã

    Nome científico: Capra aegagrus hircus

    Como são? Esta espécie foi introduzida em diversas áreas do Mundo e, sendo uma espécie dócil e curioso foi logo adotada para domesticação. Existem inúmeras variações destas cabras, com pelagens de tons variados que vão desde totalmente negras, ao branco ou malhadas.

    O que comem? É um animal herbívoro ruminante que se alimenta preferencialmente de vegetação arbustiva.

  • Gamo

    Nome científico: Dama dama

    Como são? O gamo apresenta duas pelagens distintas ao longo do ano: a de Verão em tons castanho-claro e a de Inverno em tons mais escuros. Geralmente apresenta também pintas brancas mais visíveis quanto mais claro for o pelo, razão pela qual são confundidos com o

    O que comem? Alimentam-se sobretudo de espécies arbustivas e herbáceas, como por exemplo, rama de algumas árvores, frutos (bolotas ou castanhas), cogumelos, musgos e, por vezes, em épocas de maior carência, casca de árvores.

  • Javalis

    Nome científico: Sus scrofa

    Como são? De porte robusto, apresenta cerdas bastante grossas, duras e ásperas de tons cinzento-escuro a castanho, dispostas de forma oblíqua para facilitar o escorrimento da chuva e a sua deslocação. Têm atividade noturna e, durante o dia, aproveita para descansar e tomar banhos de lama. As fêmeas têm entre 2 a 7 crias que nascem no final do inverno/início da primavera, após 4 meses de gestação.

    O que comem? Omnívoro, consistindo em sementes, frutos, raízes, tubérculos e pequenos invertebrados, que obtém remexendo o solo.

    Curiosidades: As crias de javali chamam-se listados quando nascem a farropos a partir dos 6 meses.

  • Lince Euro-Asiático

    Nome científico: Lynx Lynx/Lynx pardinus

    Como são? O lince eurasiático é reconhecido pelo seu corpo curto com pernas longas e pés grandes, pelos tufos de pelo preto que apresenta na extremidade das orelhas, e pelas suas barbas. Acasala entre fevereiro e março, dando à luz entre 2 a 3 crias, após um período de gestação de cerca de 2 meses. São animais curiosos e brincalhões entre eles.

    O que comem? Coelhos e grandes roedores constituem a maior parte de sua dieta.

    Nota: A espécie presente em território nacional é o Lince Ibérico, Lynx pardinus, e é considerado o felino mais ameaçado do Mundo, devido às suas reduzidas populações em Portugal e Espanha. O seu estatuto é de criticamente em perigo apesar de terem sido reintroduzidos em território nacional vários exemplares. As principais causas da sua extinção derivam da destruição de habitats e de doenças e caça excessiva na sua principal presa – o coelho.

  • Lobo Ibérico

    Nome científico: Canis lupus signatus

    Como são? Os machos são maiores que as fêmeas podendo chegar quase aos 180 cm de comprimento e 40 Kg. Os seus olhos são oblíquos num tom amarelo-acastanhado e no focinho têm uma área mais clara em redor da boca. Acasalam entre fevereiro e março e a gestação dura cerca de 2 meses, nascendo entre 3 a 8 crias.

    O que comem? São animais carnívoros que se alimentam de presas como veados, javali, corço, entre outras maiores ou do mesmo porte.

  • Gamo

    Nome científico: Dama dama

    Como são? O gamo apresenta duas pelagens distintas ao longo do ano: a de Verão em tons castanho-claro e a de Inverno em tons mais escuros. Geralmente apresenta também pintas brancas mais visíveis quanto mais claro for o pelo, razão pela qual são confundidos com o

    O que comem? Alimentam-se sobretudo de espécies arbustivas e herbáceas, como por exemplo, rama de algumas árvores, frutos (bolotas ou castanhas), cogumelos, musgos e, por vezes, em épocas de maior carência, casca de árvores.

  • Lontra

    Nome científico: Aonyx cireneus

    Como são? As lontras têm o corpo alongado e esguio, membros curtos e cauda comprida. Apresenta duas camadas de pêlos, curtos e de cor castanho escuro. Pode reproduzir-se durante todo o ano, no entanto, os nascimentos ocorrem sobretudo durante a primavera. São animais muito brincalhões, usando pedras e paus para se divertirem.

    O que comem? Peixes, aves, roedores e crustáceos

    Nota: Devido a questões legais impostas pelo ICNF, não é possível ter a espécie Lutra lutra em cativeiro; as lontras aqui presentes são as lontras asiáticas Aonyx Cinereus que não existem naturalmente em Portugal. É uma espécie de tamanho inferior à presente nos nossos rios e lagos mas igualmente curiosa.

  • Raposa

    Nome científico: Vulpes vulpes

    Como são? A raposa caracteriza-se por apresentar uma pelagem castanho-avermelhada e uma cauda espessa. As orelhas são longas e pontiagudas. É um animal com atividade noturna e crepuscular. O acasalamento ocorre entre dezembro e fevereiro e após 2 meses de gestação, nascem entre 4 a 5 crias em tocas escavadas e protegidas por vegetação.

    O que comem? Alimenta-se essencialmente de pequenos mamíferos, aves, peixes, insetos e por vezes de frutos.

  • Coruja das Torres

    Nome científico: Tyto alba

    Como são? A coruja-das-torres é uma ave que pode ser observada com frequência no crepúsculo. Têm a parte anterior branca e o dorso castanho-amarelado. O disco facial tem uma forma achatada característica com um anel escuro em redor, fazendo lembrar um coração. Costumam ser encontradas em celeiros ou locais muito escuros e altos, razão pela qual lhe chamam corujas das torres e, devido à sua parte anterior branca são ainda chamadas de fantasmas quando encontradas numa noite escura.

    O que comem? Alimentam-se de pequenas aves, invertebrados, roedores, pequenos répteis e anfíbios.

    Nota: Todas as aves aqui presentes foram consideradas irrecuperáveis para viver na Natureza, devido a fatores relacionados com a atividade humana. Foram entregues ao PBSL para viverem até ao final da sua vida sem necessidade de caçar ou de se protegerem de predadores, servindo para a educação e consciencialização ambiental.

  • Bufo-Real

    Nome científico: Bubo bubo

    Como são? É a maior ave noturna de Portugal, podendo atingir cerca de 60 a 75cm de comprimento e as asas arredondadas podem apresentar uma envergadura de 1,5m. São reconhecidos pelos seus grandes olhos cor de laranja que lhes permitem ter uma excelente visão noturna e pelos penachos nas orelhas.

    O que comem? A sua alimentação é baseada em ratos, ratazanas, patos e gaivotas.

  • Milhafre

    Nome científico: Milvus migrans

    Como são? É uma ave de rapina diurna de tamanho médio-grande, plumagem castanha e cauda bifurcada. É monogâmica mantendo o mesmo parceiro por vários anos e tanto o macho como a fêmea cuidam e alimentam as crias até estas serem independentes. Em Portugal são frequentes durante o Verão mas vão passar o Inverno a África.

    O que comem? Pequenos mamíferos, aves terrestres, peixes e anfíbios

    Nota: Todas as aves aqui presentes foram consideradas irrecuperáveis para viver na Natureza, devido a fatores relacionados com a atividade humana. Foram entregues ao PBSL para viverem até ao final da sua vida sem necessidade de caçar ou de se protegerem de predadores, servindo para a educação e consciencialização ambiental.

  • Ganso

    Nome científico: Anser anser

    Como são? É uma ave grande e robusta e possui uma cor cinzenta ou branca, patas cor de rosa e bico cor de laranja ou amarelo forte. São capazes de voar por grandes distâncias, que podem atingir milhares de quilómetros durante as migrações. Nessas alturas, o grupo quando em voo adota uma forma em

    O que comem? Plantas, raízes, tubérculos, folhas e frutos.

  • Tartaruga da Flórida

    Nome científico: Trachemys scripta

    Como são? Como o próprio nome diz, esta espécie não pertence naturalmente aos nossos rios e lagos, mas devido à sua grande capacidade de adaptação, estas tartarugas competem fortemente com espécies autóctones (cágado-mediterrâneo) por habitat, alimento e locais de desova. É uma espécie que pode viver cerca de 50 anos, podendo chegar a atingir 60 cm de comprimento, o que a torna comparativamente maior do que o cágado. Caracteriza-se por listas vermelhas ou amarelas atrás dos olhos.

    O que comem? Insetos, camarões, lagostins, cobras, anfíbios

    Nota: O Parque aceitou estes exemplares como sinal de alerta e de proteção dos habitats naturais, impedindo a proliferação das espécies invasoras e a manutenção de espécies autóctones de Portugal.  Se tiver na sua posse exemplares de cágado e tartaruga que não queira/possa manter mais ao seu cuidado pedimos que por favor entregue no Parque Biológico ou em qualquer outro parque/zoo perto de si. 

  • Cágado-Mediterrâneo

    Nome científico: Mauremys leprosa

    Como são? O cágado pode atingir os 30 cm de comprimento. Os machos pesam, em média, 400 g, enquanto as fêmeas pesam cerca de 700 g. Em Portugal aparece de uma forma contínua a Sul do Tejo e no Norte interior. A população de cágados entrou em declínio devido à introdução de várias espécies de tartarugas nos rios e lagos por parte dos humanos.

    O que comem? A alimentação é baseada em algas, plantas aquáticas, invertebrados, anfíbios (larvas e adultos) e peixes.

Flora

  • Carvalho Alvarinho

    Nome científico: Quercus robur

    Como são?

    Árvore majestosa e de grande porte que pode viver mais de 500 anos. As folhas são mais escuras na face superior e mais claras no inferior, apresentando forma oval e 4-8 pares de lobos arredondados.

  • Pilriteiro

    Nome científico: Crataegus monogyna

    Como são?

    Arbusto ou pequena árvore de folha caduca (cai todos os anos) que também é chamada de

  • Medronheiro

    Nome científico: Arbutus unedo

    Como são?

    Pode apresentar-se como arbusto ou árvore de pequeno porte (10-15 metros). É conhecido pelo seu fruto - medronho - globoso e verrugoso que amadurece alternando da cor verde, amarelo até ao vermelho escarlate. Um fruto doce, mas atenção... é alcoólico! Este fruto é utilizado para fazer uma bebida alcoólica muito apreciada: aguardente de medronhos.

  • Azevinho

    Nome científico: Ilex aquifolium

    Como são?

    Em forma de arbusto ou árvore, esta espécie é das mais conhecidas da nossa flora por ser o símbolo do Natal. Apresenta folhas rígidas, dentadas (quanto mais junto ao solo mais dentadas com picos, como proteção) e um fruto globoso, liso de cor escarlate.

  • Sobreiro

    Nome científico: Quercus suber

    Como são?

    Conhecida pela sua casca, grossa e gretada (cortiça), o sobreiro é uma árvore que pode atingir 20 metros de altura e uma copa ampla. A casca pode atingir até 15 cm de grossura, esponjosa, porosa e muito leve, sendo que volta a crescer após ser retirada da árvore.

  • Plátano- Bastardo

    Nome científico: Acer pseudoplatanus

    Como são?

    Árvore de porte elevado que pode atingir 30 metros de altura. As suas folhas são facilmente reconhecidas com uma forma que lembra uma estrela, de cor verde. Apresenta uma copa ampla com folhagem densa, razão pela qual é muito utilizada em paisagística

  • Loureiro

    Nome científico: Laurus nobilis

    Como são?

    Árvore sempre verde que pode atingir os 10 metros de altura. Apresenta um tronco direito e uma copa densa. As folhas são escuras e lustrosas na face superior. As flores são amarelas pálido e os frutos são uma pequena baga com cerca de 1 cm que contêm a semente. Espécie muito utilizada em culinária e medicina.

  • Carvalho Português

    Nome científico: Quercus faginea

    Como são?

    Árvore que pode atingir 15-20 metros de altura, tronco direito e porte mediano. As folhas dentadas e com as margens enroladas para dentro, caem anualmente, mas antes formam uma copa ovada. A floração ocorre entre Abril e Maio e os frutos, bolotas, amadurecem entre Setembro e Outubro.